Algumas luzes trêmulas, teimam em afastar o véu que lentamente se arrastará, até o romper de um novo dia...
Um silêncio intrigante corta o ar
Transeuntes cabisbaixos cruzam a estrada,
Pobres animais procuram refúgios em becos e marquises.
Poucos carros passam de lá pra cá...
Um choro se houve ao passar embaixo da janela, Levanto os olhos, um menino cobre o rosto com as mãos,
triste desalento, espera sem fim...
Derepente sai de um boteco um homem, tropeça em seus próprios passos, bebeu para sufocar sua angústia, anesteziar suas lembranças...
Mais a frente, um rosto bonito, mas com muitas marcas me olha, veste-se para atrair olhares e por consequência fregueses
Ao me ver baixa os olhos, disfarça e caminha pra longe...
Sinto-me triste, sinto um tremendo calafrio,
como que as lágrimas daquele menino como orvalho batesse em meu rosto, como se as pernas trêmulas daquele homem fossem as minhas, também sinto a tristeza, o desprezo e desesperança daquela pobre mulher, sinto como se me invadisse a alma...
Enfim cheguei em casa, acolhedora, minha família ao redor da mesa, sorrisos me alcançaram e recebi a cura de tantas angústias que carregava...
Fiquei a pensar, em tudo que vi, ouvi e senti,e me achei devedor, sim devedor do amor, do compartilhar deste amor que um dia me alcançou, e da lama me tirou.
Obrigado Deus, porque me resgatou, agora dai-me graça para acalentar ao triste, amparar o desfalecido e apresentar o Salvador a tantas vidas que nesta noite fria vagueia em sua própria solidão...
Drik@
Um choro se houve ao passar embaixo da janela, Levanto os olhos, um menino cobre o rosto com as mãos,
triste desalento, espera sem fim...
Derepente sai de um boteco um homem, tropeça em seus próprios passos, bebeu para sufocar sua angústia, anesteziar suas lembranças...
Mais a frente, um rosto bonito, mas com muitas marcas me olha, veste-se para atrair olhares e por consequência fregueses
Ao me ver baixa os olhos, disfarça e caminha pra longe...
Sinto-me triste, sinto um tremendo calafrio,
como que as lágrimas daquele menino como orvalho batesse em meu rosto, como se as pernas trêmulas daquele homem fossem as minhas, também sinto a tristeza, o desprezo e desesperança daquela pobre mulher, sinto como se me invadisse a alma...
Enfim cheguei em casa, acolhedora, minha família ao redor da mesa, sorrisos me alcançaram e recebi a cura de tantas angústias que carregava...
Fiquei a pensar, em tudo que vi, ouvi e senti,e me achei devedor, sim devedor do amor, do compartilhar deste amor que um dia me alcançou, e da lama me tirou.
Obrigado Deus, porque me resgatou, agora dai-me graça para acalentar ao triste, amparar o desfalecido e apresentar o Salvador a tantas vidas que nesta noite fria vagueia em sua própria solidão...
Drik@

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