Ele estava ali, todos o viam como um estorvo
Agora não tinha mais utilidade, fora cortado, estava morto...
Um dia seus frondosos galhos, com suas folhas verdes e reluzentes, fora abrigo do sol, refúgio na chuva, casa para pássaros.
Ele abrigou e protegeu muitos filhotes, que em sua copa nasceram...
Viu também ser alimento para um menino, que em seus galhos subiu e ali achou frutos gostosos e saborosos para saciar-lo da fome que o consumia.
Também viu, em uma noite de inverno, um tropeiro friorento fazer uma fogueira com seus galhos nus para aquecer seu corpo entorpecido pela noite gélida...
Mas um dia sem cuidados ficara doente, faltou-lhe água e nutrientes naquele solo, que com o tempo ficara enfraquecido.
Enfrentara muitos dias de calor, também enfrentou uma terrível seca, já no inverno a geada o havia castigado.
Enfim cansado de lutar, enfraqueceu e morreu.
Agora, não se houve mais canto de pássaros, não há alimento em seus galhos, nem folhas cobrem seus galhos, aliás até mesmo de seus galhos fora separado.
O que mais ele desejava naquele momento seria que cupins o tomasse, e o consumisse por completo.
Escutava pessoas a reclamar do espaço que ele ali ocupava, até mesmo muitos já havia tropeçado, como se nada ali existisse...
Mas uma moça,vem agora com um cesto em suas mãos e deposita ao seu lado,
Ficou em dúvida o que ela queria? nada mais tinha a oferecer, alguns pingos de chuva o molhava, ela baixou se, e começou a remover do centro do caule, algumas partes já em putrefação ...
Ela não tinha pressa, cantarolava, enquanto o vento batia em seus cabelos que gentilmente faziam carinho em seu dorso. Agora depositava em meu interior nutrientes e minerais, compostos orgânicos, e uma a uma sementes estavam sendo postas...
Agora curioso pensava, será que ainda vida nasceria em mim? Já fui excluído do meu habitat, como poderia servir novamente aquele mundo q não mais fazia parte?
Passou se então alguns dias, semanas talvez...
O sol raiou mais lindo e brilhante naquela manhã, quando percebeu que as pessoas ao ver-lo seus olhos brilhavam, outros curvavam-se e elogiavam o que viam, agora a mesma moça voltava, mas com o cesto vazio.
Baixou-se, e lentamente começou a colher muitos flores, eram coloridas, lindas e se faziam reluzentes devido aos raios de sol que as banhava.
Então percebeu que quem as havia abrigado era ele, estava feliz, sentiu-se novamente vivo, uma segunda chance havia recebido e então sorriu!!
Drik@