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quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Familia



Aprendi que o amor chega na hora exata. 
Que a maturidade vem aos poucos. 
Que família é tudo. 
Que amigos bons e sinceros são poucos. 
Que cuidar da sua vida é sempre a melhor opção.

AD


A lágrima...



As lágrimas que agora caem, ouso ressoar na calçada da vida,
Ao tocar o chão sinto retornar para mim
Molhando me por inteira...
Quando o sol brilhará? anseio sua volta, porque sei que meu sorriso voltará assim que seus raios secarem meu rosto, e enxugar toda lágrima que molhou a estrada por onde ei de passar...
drik@

Eu escolhi


Mesmo em meio a guerra, eu escolhi a paz!!


Drik@

Dificil, não impossível!

É DIFÍCIL??? MAS NÃO IMPOSSÍVEL!!
NÃO DESISTAS, NÃO ESTÁS SOZINHO, DEUS GUIA TEUS PASSOS...
QUANDO ACHARES QUE ESTÁS ABANDONADO, SEM NEM MESMO UM AMIGO AO LADO, DEUS NESTA HORA TE CARREGARÁ NO COLO E TE LEVARÁ AO CUME DO MONTE...
Drik@

O Tronco


Ele estava ali, todos o viam como um estorvo
Agora não tinha mais utilidade, fora cortado, estava morto...
Um dia seus frondosos galhos, com suas folhas verdes e reluzentes, fora abrigo do sol, refúgio na chuva, casa para pássaros.

Ele abrigou e protegeu muitos filhotes, que em sua copa nasceram...
Viu também ser alimento para um menino, que em seus galhos subiu e ali achou frutos gostosos e saborosos para saciar-lo da fome que o consumia.
Também viu, em uma noite de inverno, um tropeiro friorento fazer uma fogueira com seus galhos nus para aquecer seu corpo entorpecido pela noite gélida...
Mas um dia sem cuidados ficara doente, faltou-lhe água e nutrientes naquele solo, que com o tempo ficara enfraquecido.
Enfrentara muitos dias de calor, também enfrentou uma terrível seca, já no inverno a geada o havia castigado.
Enfim cansado de lutar, enfraqueceu e morreu.
Agora, não se houve mais canto de pássaros, não há alimento em seus galhos, nem folhas cobrem seus galhos, aliás até mesmo de seus galhos fora separado.
O que mais ele desejava naquele momento seria que cupins o tomasse, e o consumisse por completo.
Escutava pessoas a reclamar do espaço que ele ali ocupava, até mesmo muitos já havia tropeçado, como se nada ali existisse...
Mas uma moça,vem agora com um cesto em suas mãos e deposita ao seu lado,
Ficou em dúvida o que ela queria? nada mais tinha a oferecer, alguns pingos de chuva o molhava, ela baixou se, e começou a remover do centro do caule, algumas partes já em putrefação ...
Ela não tinha pressa, cantarolava, enquanto o vento batia em seus cabelos que gentilmente faziam carinho em seu dorso. Agora depositava em meu interior nutrientes e minerais, compostos orgânicos, e uma a uma sementes estavam sendo postas...
Agora curioso pensava, será que ainda vida nasceria em mim? Já fui excluído do meu habitat, como poderia servir novamente aquele mundo q não mais fazia parte?
Passou se então alguns dias, semanas talvez...
O sol raiou mais lindo e brilhante naquela manhã, quando percebeu que as pessoas ao ver-lo seus olhos brilhavam, outros curvavam-se e elogiavam o que viam, agora a mesma moça voltava, mas com o cesto vazio.
Baixou-se, e lentamente começou a colher muitos flores, eram coloridas, lindas e se faziam reluzentes devido aos raios de sol que as banhava.
Então percebeu que quem as havia abrigado era ele, estava feliz, sentiu-se novamente vivo, uma segunda chance havia recebido e então sorriu!!

Drik@

Então Vi...

Anoitece...lá fora um denso manto negro cobre tudo ao redor...
Algumas luzes trêmulas, teimam em afastar o véu que lentamente se arrastará, até o romper de um novo dia...
Um silêncio intrigante corta o ar
Transeuntes cabisbaixos cruzam a estrada,
Pobres animais procuram refúgios em becos e marquises.

Poucos carros passam de lá pra cá...
Um choro se houve ao passar embaixo da janela, Levanto os olhos, um menino cobre o rosto com as mãos,
triste desalento, espera sem fim...
Derepente sai de um boteco um homem, tropeça em seus próprios passos, bebeu para sufocar sua angústia, anesteziar suas lembranças...
Mais a frente, um rosto bonito, mas com muitas marcas me olha, veste-se para atrair olhares e por consequência fregueses
Ao me ver baixa os olhos, disfarça e caminha pra longe...
Sinto-me triste, sinto um tremendo calafrio,
como que as lágrimas daquele menino como orvalho batesse em meu rosto, como se as pernas trêmulas daquele homem fossem as minhas, também sinto a tristeza, o desprezo e desesperança daquela pobre mulher, sinto como se me invadisse a alma...
Enfim cheguei em casa, acolhedora, minha família ao redor da mesa, sorrisos me alcançaram e recebi a cura de tantas angústias que carregava...
Fiquei a pensar, em tudo que vi, ouvi e senti,e me achei devedor, sim devedor do amor, do compartilhar deste amor que um dia me alcançou, e da lama me tirou.
Obrigado Deus, porque me resgatou, agora dai-me graça para acalentar ao triste, amparar o desfalecido e apresentar o Salvador a tantas vidas que nesta noite fria vagueia em sua própria solidão...
Drik@