Então ela abriu a porta do carro, olhei e vi ele sorrindo para mim, com um babador estava esperando o lanche que logo receberia.
Balbuciou algo que não entendi, mas mesmo de longe onde eu estava, o abençoei!
Ele projetou-se para frente querendo sair, mas ela amavelmente lhe falou;
"espere um pouco aqui, que já vamos ir."
Retornou para falar-me mais um pouco, seus olhos tinha um brilho límpido, sua voz forte e doce ao mesmo tempo, seus gestos eram precisos mas agitava-os gentilmente ao falar.
Foi quando perguntei-lhe como ele estava, pois sabia que estivera resfriado,
então ela me disse assim, "ele é um amor, não dá nenhum trabalho" e está bem sim, graças a Deus, sorriu se despediu e foram embora.
Fiquei aqui encostada no muro vendo o carro partir, e lágrimas no rosto brotaram...
Pensando fiquei, como assim, não dá trabalho? sabia que ela tinha seu dia e noite um trabalho constante em atendê-lo, desde suas vestes, seu banho, a comida dada em pequenas porções em sua boca, até suas necessidades fisiológicas eram ela quem o atendia, cobria-o para protegê-lo do frio e do calor, e tudo isso com muito amor e carinho...
Agora você me pergunta, porque tamanha admiração com o zelo e afeto desta mulher,
Então eu te respondo,"ele" de quem falo,era se "PAI"!!!
Drik@
*fica aqui minha homenagem a esta filha amada e que honra seu pai, minha amiga Neuza

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