Total de visualizações de página

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

A chuva

Ainda era escuro, mas o dia já se pronunciara...
Grossas gotas de chuva, caiam em minha janela como notas musicais
Graves e insistentes, algumas estrofes mais enfáticas,
mas todas formavam um acorde perfeito.
Levantei-me e olhei pela janela, pessoas apressadas que cobriam-se abrigando-se das gotas de chuva,
Que agora eram constantes, como um pranto dolorido e profundo...
Carros cortam a estrada, lá dentro rostos sérios, 
olhar profundo, compenetrados
Em um mundo só seu.
Luzes trêmulas descem a rua, muitas casas iluminadas, 
em cada casa um mundo, em cada mundo uma alma...
Abri a janela, agora com o rosto elevado e com os olhos cerrados, senti as gotas escorrerem meu rosto,
Como que lavando minha alma!
Senti-me purificada, o ar era agora limpo e puro,
 pude assim respirar profundamente. 
Enchendo meus pulmões daquela poder invisível, mas tão real como continuar vivendo.
Então, agora encharcada pela chuva e com leves arrepios sorri!
Sai para trocar-me sentia-me renovada, como se estivesse sido purificada de toda dor que insistentemente  
parecia querer morar em mim.
A vida tinha-se refeito, 
a chuva mandada pelo Criador tinha a doce e poderosa missão de curar, restaurar, renovar e vivificar tudo o quanto tocara.
O que me restou? 
Simplesmente agradecer por mais aquela dádiva naquela manhã!!

Nenhum comentário:

Postar um comentário